CONCRETO COM FINOS RECUPERADOS – UMA OPÇÃO NA CONSTRUÇÃO CIVIL
No mercado atual da construção civil, os valores dos produtos e serviços dependem cada vez mais do percentual de inovação e tecnologias a eles incorporadas. Inúmeras dificuldades são encontradas no gerenciamento dessas inovações e, por tal motivo, a empresa que souber tratá-las de forma eficiente estará sempre em posição de vantagem em relação à concorrência e será mais competitiva.
Nesse ambiente, marcado pela presença de inúmeros concorrentes, inclusive multinacionais, o ciclo de inovação tem se tornado cada vez mais curto. A empresa precisa desenvolver produtos e processos com custos baixos, competitividade e maior valor agregado, assumindo um papel inovador no desenvolvimento de suas atividades, conforme citado no material por Santiago & Kalintzis (2004). case_recuperacao
Resíduos da construção civil
A Resolução do Conselho Nacional do Meio Ambiente – CONAMA nº 307, citada no material, estabelece diretrizes, critérios e procedimentos para a gestão dos resíduos da construção civil e cria uma cadeia de responsabilidades envolvendo geradores, transportadores e municípios.
A preocupação ambiental tornou-se um fator crítico no desenvolvimento dos processos das empresas. Nesse contexto, o resíduo de concreto fresco, originado da produção nas centrais de concreto e do transporte por caminhões betoneira, constitui uma questão relevante para a construção civil. case_recuperacao
Produção de concreto e geração de resíduos
Habitualmente, o processo de produção de concreto nas grandes concreteiras contempla o uso de centrais dosadoras, responsáveis pela dosagem dos agregados, cimento e água, componentes básicos do concreto, para posterior mistura em caminhões betoneira.
Segundo os dados históricos apresentados no material, com base no Sindicato Nacional da Indústria do Concreto – SNIC, o consumo de cimento no setor em 2003 foi de 33.561.690 toneladas, das quais 4.665.489 toneladas foram utilizadas nas concreteiras.
Adotando-se um traço médio de concreto com resistência de 25 MPa e consumo médio de 300 kg/m³ de cimento, o material estima uma produção brasileira de 15.551.630 m³ de concreto por ano. Considerando as perdas de concreto em estado fresco, seu volume poderia atingir o equivalente a 1.299.646 m³ por ano em todo o Brasil. case_recuperacao
Concreto residual nas centrais dosadoras
Conforme Rezende, Levy & Djanikian (1996), com base em estimativas fornecidas pela ABESC – Associação Brasileira das Empresas de Serviços de Concretagem, para a região metropolitana de São Paulo foi apontado um volume aproximado de 3.500 m³ a 7.000 m³ de concreto residual gerados mensalmente nas centrais dosadoras, equivalente a 4,5% a 9,5% de sua produção mensal.
Separador de agregado
Para enfrentar a geração de resíduos de concreto, o material apresenta uma tecnologia destinada à separação de agregados e ao reúso dos finos do concreto, por meio de um equipamento denominado Separador de Agregado.
O concreto residual e a água utilizada para a limpeza das betoneiras são escoados para o equipamento por meio de uma calha de alimentação.
Em seguida, o processo de separação da água de lavagem e dos agregados é executado em um tambor que possui uma espiral girando no sentido contrário ao fluxo da água. Até a chegada dos agregados, estes já estão lavados, sendo posteriormente descarregados, reclassificados e encaminhados à central de concreto, onde são reutilizados.
Reutilização da água de lavagem
A água de lavagem é conduzida para um tanque de armazenamento equipado com agitador, responsável por manter os finos em suspensão.
Posteriormente, essa água é bombeada para a central de concreto, onde é utilizada na produção juntamente com a água potável, formando a água total de mistura do traço.
Na sequência, são realizados ensaios laboratoriais para verificação da resistência à compressão e do tempo de pega do concreto. Segundo o material, os resultados obtidos foram semelhantes aos dos concretos produzidos somente com água potável. case_recuperacao
Reciclagem e preservação ambiental
O documento registra que, à época de sua elaboração, não havia normas brasileiras específicas quanto aos requisitos para a reutilização da água de lavagem. Também menciona trabalhos desenvolvidos nos Estados Unidos, Noruega e outros países europeus com requisitos relacionados à reutilização dessa água na produção do concreto.
A reciclagem de materiais na construção civil é apresentada como uma tecnologia com possibilidades de contribuição para a preservação ambiental, além de constituir um possível processo produtivo e um campo a ser explorado.
Atuação da MixDesign
A MixDesign oferece acompanhamento técnico relacionado ao processo de reciclagem, abrangendo:
- Implementação do reciclador;
- Análise e ajustes dos traços;
- Treinamento dos usuários.
O esquema apresentado na página 2 do material identifica quatro etapas principais do processo:
- Entrada do concreto fresco a ser reciclado;
- Saída da água da lavagem com finos;
- Processo de separação dos finos e dos agregados;
- Saída dos agregados. case_recuperacao
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